Contos de Gadiel Perrusi
A Campina da Torre
Capítulo I:
Daniel e os Sapos

Capítulo II:
Daniel, o exorcista

Capítulo III:
Daniel e os cegos

Capítulo IV:
Daniel e os Marcianos

Capítulo V:
Daniel e os Defuntos

Versão Completa:
A Campina da Torre: uma quase novela

 

Sonhos do Reverendo Tsé-Tsé





 






 









 

 

 

 

 

 

 

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Morgana Perrusi
 

Começarei a publicar neste Site o livro de contos intitulado “A Campina da Torre”. O livro se compõe de nove histórias que serão divulgadas mensalmente, uma de cada vez.

O livro se compõe de três partes.

A primeira delas, “A Campina da Torre”, que dá nome ao título geral, aliás, é composta de cinco contos, perfazendo uma “quase novela”. Os personagens são os mesmos, trabalhando em situações diversas. A época é situada entre as décadas de 1940 e 1950 e tudo se passa no Bairro da Torre, no Recife, onde vivi minha primeira infância. Todos os fatos e personagens são, evidentemente, fictícios e qualquer semelhança com a realidade não passa de mera coincidência.

O menino Daniel é o principal personagem e a Campina da Torre, o seu terreno preferido de ação. Trata-se de uma homenagem ao Bairro, importante naquela época, sediando um Esquadrão do Exército, uma Delegacia de Polícia, uma Fábrica de Tecidos, fundada por ingleses, uma Olaria, um Hospital Protestante (construído pelos próprios crentes), além da Matriz da Torre, de várias Igrejas Evangélicas, de Terreiros de Cultos Afro-Brasileiros, de Casas cultuadoras do Espiritismo, de um Grupo Escolar Estadual, de uma famosa Sorveteria, de um comércio varegista intenso e do célebre Cine Torre, onde passavam filmes de primeiro lançamento na cidade, sem esquecer a sede do Torre Futebol Clube que mandava seus jogos na Campina, ribeirinha do ainda vivo rio Capibaribe.

Assim, teremos, na ordem de publicação das histórias:

01 – Daniel e os Sapos.
02 – Daniel, o Exorcista.
03 – Daniel e os Cegos.
04 – Daniel e os Marcianos.
05 – Daniel e os Defuntos.

A Segunda Parte do livro intitula-se “Scherzo” (Divertimento), destinada, talvez, a amenizar os pequenos e divertidos pesadelos provocados por Daniel.

Consta de dois contos eróticos. “O Galo da Madrugada”, baseada numa história real, contada em segredo por uma amiga da Universidade. O segundo, “Aurora de Róseos Dedos”, pretende ser um poema em prosa sobre a sexualidade feminina. As personagens têm, aliás, o mesmo nome, numa alusão ao complexo e fascinante comportamento sexual feminino.

Finalmente, a Terceira Parte (“Fronteiras da Rua”) se compõe de duas histórias sobre a prostituição no Recife, nas décadas de 1960 – 1970, quando o tráfico de mulheres ainda era intenso no Bairro do Recife e, principalmente, na Zona Portuária. Enquanto os “contos eróticos”, da Segunda Parte, pretendem ser apenas um ensaio, leve e, talvez, divertido, as histórias de “Fronteiras da Rua” trabalham sobre o trágico, em que as mulheres são transformadas pelo machismo em meros objetos e mercadorias sexuais. Na época isso se chamava, hipocritamente, de "boemia".

Os contos foram inspirados nas ricas entrevistas, realizadas por Maud Perrusi, com prostitutas condenadas e internadas na Colônia Penal Feminina do Bom Pastor. A maior parte de tais entrevistas foi publicada no livro “Mulheres Encarceradas”( Maud Perrusi - São Paulo, Editora Global, 1982), texto que fora defendido como Dissertação de Mestrado na Faculdade de Direito da UFPE.

O que mais posso dizer sobre meus textos?

Divirtam-se ou se entediem!

E não se esqueçam de me enviar, através do site ou do Blog dos Perrusi, suas críticas. Todas, favoráveis ou não, serão bem recebidas.

Gadiel.