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Textos de Artur
Perrusi
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Tese Doutorado 1 Livro - representação da doença mental 2 Artigo: Diálogo com o Refutador 3
Livro de visitas
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Nesta página, disponibilizarei meus textos acadêmicos. Embaixo, estão os resumos de cada texto, facilitando o interesse e a escolha. - Tese de doutorado 1: O objeto deste trabalho é a identidade profissional, examinada a partir de um estudo qualitativo entre psiquiatras da Cidade do Recife. Como o objeto do estudo está inscrito na atividade ocupacional da psiquiatria, utilizamos as contribuições da área da sociologia das profissões, justamente no intuito de alargar o aporte teórico, isto é, empregou-se o conceito de profissão para embasar o exame da identidade profissional. Ao se examinar processos de identificação no campo profissional, houve a necessidade de se entender a relação entre identidade e prática, no caso a prática profissional. Por isso, a exigência de se utilizar um conceito mediador que esclarecesse a natureza da relação entre identidade e prática: o conceito de representação social, utilizado tanto no estudo da representação da doença mental entre os psiquiatras, como no sentido de representações profissionais. Dividiu-se a análise empírica em duas partes fundamentais: o campo representativo da doença mental e o campo profissional. A primeira parte diz respeito às representações da doença mental entre os entrevistados. O propósito de examiná-las vem do fato de que a doença mental é o objeto profissional da psiquiatria, tendo assim um papel relevante na construção identitária do psiquiatra. A segunda parte teve como objetivo o estudo de representações e práticas profissionais relacionados ao contexto profissional (condições de trabalho, interações profissionais, regras, normas e dinâmicas institucionais...). O estudo das lógicas de ação que estão inscritas na prática são importantes porque participam da construção da identidade profissional dos psiquiatras. As representações, por sua vez, são contextualizadas, isto é, adaptadas ao contexto onde são elaboradas e formadas. Como estão contextualizadas, as representações são produzidas por sujeitos implicados nas relações de trabalho profissional, o que acarreta uma situação criadora de formações identitárias. Estando relacionadas ao contexto profissional, isso significa que tais representações são produzidas por sujeitos implicados nas relações de trabalho profissional, logo, envolvendo uma situação criadora de formações identitárias. A população estudada constituiu-se de 50 psiquiatras, e a metodologia de coleta de dados envolveu uma combinação de técnicas: entrevistas abertas e entrevistas que seguiram um roteiro semi-estruturado, além de observação sistemática, através de um protocolo de observações, das práticas profissionais. Os dados da observação e das entrevistados foram analisados utilizando-se um método calcado, basicamente, na compreensão e na interpretação.
Livro: " Imagens da Loucura: um estudo sobre representação social da doença mental entre psiquiatras do Recife" 2 O presente estudo tem como objetivo analisar a representação social da doença mental entre psiquiatras do Recife. O conceito nodal que alicerça este trabalho é o de representação social, que está fundamentado por outros conceitos, tais como ideologia, cotidiano, paradigma, saber profissional, etc. Tais conceitos auxiliam o entendimento da representação e sustentam a análise de um discurso específico como o saber psiquiátrico. Assim, transitando de categoria em categoria, tentamos mostrar a rede de interdependência que permeia a representação. A representação social da doença mental entre os psiquiatras é entendida como uma construção profissional da doença e expressa uma representação biomédica de doença mental. Tal representação sofre interferências e uma instabilidade crônica proveniente da dificuldade de enquadramento biomédico da doença mental. A especificidade epistemológica da doença mental e a clínica psiquiátrica estão sustentadas pela identificação doença/sintoma, caracterizando uma Medicina de sintomas e classificatória, isto é, uma clínica baseada na representação. Em suma, sustenta-se, aqui, que o discurso dos psiquiatras é um discurso ambíguo, no qual percebemos elementos lógico-formais originários de uma formação teórico-universitária e elementos análogos àqueles encontrados no chamado "pensamento natural".
Artigo: "Animus meminisse horret : um diálogo com o Refutador,um demônio de asas de pterodáctilo e ossos ocos" 3 O artigo saiu na revista eletrônica Caos da graduação da UFPB. Foi um dos textos mais divertidos que escrevi, saindo um bocado do estilo acadêmico e sisudo. É antigo (1990), remontando ao meu mestrado, quando o apresentei como trabalho para a disciplina da Profa. e amiga Silke Weber. Muito tempo depois (novembro de 2000), dei uma guaribada final e publiquei. É um diálogo com o demônio chamado Refutador sobre epistemologia e representação social. É um ser difícil, temperamental e muito irônico, além de feder muito a enxofre.
Artigo: "Notas sobre futebol e violência" 4 Com várias modificações, este artigo faz parte da série "futebol e violência", publicada originalmente no site "Futiba" (ah, que saudade), fundado pelo meu grande amigo Gil e pelo mago da informática Manolo, onde assinava uma coluna esportiva: "Fora do Eixo". É mais um texto divertido, muito pouco acadêmico. Deixei-o no estilo original, pois uma mudança formal não melhoraria necessariamente o conteúdo; além do mais, acredito que discutir futebol tem como referência estilística... a mesa de bar e algumas cervejinhas. Dessa forma, seria um desrespeito a todos os torcedores de futebol um texto "sério" e que não caísse "nos braços do adjetivo ululante".
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